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O que o marketing pode aprender com lutadores
Munir-se das mais variadas “armas” do marketing e saber usá-las no momento certo é a grande lição.

O desafio da maioria dos profissionais de marketing, ao definirem seus investimentos, está ligado à divisão nas diversas segmentações de mídias. Pensar como dividir investimentos em PDV, marketing social, TV, Internet, impressos, brindes e outras opções, forma uma difícil equação, principalmente em função do exponencial número de opções que surgem a cada ano. Para alcançar o objetivo de obter um maior ROI (retorno sobre o investimento) ao final de cada ano, os diretores devem mirar-se no exemplo dos lutadores.

A prática do “Mixed Martial Arts” (Artes Marciais Misturadas), ou simplesmente MMA, é uma mistura de artes marciais asiáticas e já tem sido bastante difundida na Europa, nos Estados Unidos e claro na Ásia. Ao contrário do que pode parecer, no entanto, não “vale tudo” no MMA. O esporte vem evoluindo e profissionalizando-se de tal maneira que as regras estão cada vez mais rígidas, com o intuito de preservar cada vez mais a integridade física do atleta. Os praticantes estão cada vez mais preparados tecnicamente.

A questão é: como essa modalidade pode ajudar no marketing?

O MMA surgiu em uma época em que, além do boxe, e das artes marciais asiáticas, como o judô, jiu-jitsu, caratê, entre outras, chegou um momento onde os investimentos dos empresários do setor migraram para o vale-tudo (mais ou menos como os diretores de marketing estão hoje em dia).

A necessidade em proteger o esporte, seus praticantes, o público e os patrocinadores, unindo o melhor de cada arte marcial sem perder a essência da competitividade e da ética, provocou a criação do MMA, que para os diretores de marketing pode ser traduzido como Mixed Marketing Arts. Tanto a arte marcial como a forma de marketing devem basear-se na mesma premissa:

“O bom lutador é aquele que domina boa parte dos principais golpes de uma grande variedade de artes marciais e sabe aplicá-los no momento certo.”

Esse deve ser o discurso do diretor de marketing. Não podemos desmerecer a técnica do boxe na luta, assim como não deixaremos de investir na TV, mas quando a briga for para o chão, precisaremos saber de judô, assim como no marketing direto uma ferramenta de CRM é indispensável.

A dedicação exclusiva a uma técnica como o caratê pode permitir que o lutador esteja frágil para ser derrubado por quem é especializado no Muay Thay (boxe tailandês), da mesma forma que investir em impressos e não lembrar de mídia externa pode ser uma auto-rasteira.

Não existe uma receita única, cada luta é um cenário diferente, e o lutador deve conhecer e entender um pouco de cada técnica. Da mesma forma que a estratégia de um produto em lançamento pode utilizar ações totalmente distintas das campanhas institucionais. Dedicar-se a uma técnica só, pode aproximar da perfeição, mas quando seu concorrente for utilizar outros tipos de mídia, você certamente beijará a lona.

Mas, independente da arte marcial escolhida, não deixe de aperfeiçoar-se no jiu-jitsu, que é uma das poucas que permite que um lutador menor domine um maior, assim como o marketing digital e o uso da web 2.0, em que a estratégia é muito mais importante do que o investimento.

Afinal, o lutador ensina que só chega à vitória quem realmente está preparado e treinou bastante.

Boa briga.



Augusto Rocha é Gerente de Contas da Pmweb e você pode segui-lo no Twitter. http://www.twitter.com/GutoRocha.

 
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